‘Revelação das Lives’, Belluco celebra sucesso inesperado na quarentena

Revelação das Lives, Belluco tem uma carreira dividida em pré-quarentena e pós-quarentena. Dono de uma voz grave e fã de modão, o cantor de 37 anos – sendo 17 de estrada – soube transformar o problema da pandemia numa oportunidade, e viu sua popularidade disparar no meio sertanejo após adotar uma estratégia original durante o período de isolamento devido ao coronavírus.

 

Logo depois que Gusttavo Lima introduziu o atual modelo de lives que se popularizou nacionalmente, Belluco começou a fazer também suas transmissões ao vivo, toda semana. No começo, de forma simples, gravando com o celular. Mas logo seu trabalho foi chamando a atenção e um estúdio resolveu oferecer a ele uma estrutura de gravação profissional. E foi assim, religiosamente todas as terças, às 20h, que Belluco foi conquistando mais fãs a cada dia.

Seu canal no YouTube, que tinha pouco mais de mil inscritos antes da pandemia, já tem quase 12 mil agora. No Instagram, o cantor viu dobrar seu número de seguidores: de 11 mil para 22 mil. Para não cair na rotina com transmissões ao vivo semanalmente, toda live do artista tem um roteiro diferenciado, visando homenagear grandes ícones do sertanejo no repertório. Assim, duplas como Bruno e Marrone, Edson e Hudson, Milionário e José Rico, João Paulo e Daniel, Zezé Di Camargo e Luciano, entre outros, já foram homenageados nas terças de Belluco.

Confira nosso bate-papo com o cantor de Brasília:

CONCEITO SERTANEJO – Quando surgiu sua paixão pelo sertanejo?

BELLUCO – Desde pequeno, quando eu ia visitar meu avô na roça, meu pai colocava as fitas cassete das duplas antigas para eu ir ouvindo. E bem pequenininho, com 4 ou 5 anos, eu já cantava o que ouvia. Ali nasceu minha paixão. Eu fui crescendo, cheguei a jogar basquete por 14 anos, mas meu sonho mesmo era seguir na música. E foi assim que fui primeiro para Patos de Minas, onde fiz parte da dupla Bonni e Belluco, que me deu um grande aprendizado. Depois fui para São Paulo, batendo de porta em porta de restaurantes e casas noturnas para cantar.

CONCEITO SERTANEJO – Apesar de já ter integrado uma dupla e ter se apresentado em diversas casas de shows, foi agora com as lives que seu trabalho enfim tem obtido o merecido reconhecimento, né?

BELLUCO – Com certeza. A pandemia tem o lado negativo, o lado da saúde, os entes queridos se partindo, o medo da população e o isolamento, mas profissionalmente não posso reclamar, pois a quarentena manteve as pessoas mais tempo em casa e podendo conhecer coisas novas. E foi ali de boca a boca que a coisa foi crescendo e as pessoas foram se identificando. Foi uma chave de virada na minha vida essas lives de toda terça-feira. É uma coisa que quero manter mesmo depois que passar a pandemia.

CONCEITO SERTANEJO – Passada a euforia inicial que as lives trouxeram, hoje muita gente acredita que elas estão saturadas. Mesmo assim, suas lives têm batido recordes de audiência a cada semana. Qual a receita?

BELLUCO – Não pode cair na rotina. Desde quando me propus a fazer live toda semana, o pensamento foi trabalhar o repertório de uma forma que não ficasse repetitivo para o público. E foi assim que surgiu nossa ideia de criar o ‘bloco admiração’, em que em toda live eu faço uma homenagem a grandes músicos e duplas que admiro, e assim não precisar repetir repertório.

CONCEITO SERTANEJO – Na tentativa de oferecer novidades ao público, muitos artistas já apostaram em superproduções nos cenários para lives. Mas você tem preferido manter o mesmo cenário e o estilo intimista sempre. Acha que é isso que o público sertanejo gosta mais?

BELLUCO – O fato de ser simples não quer dizer que seja ruim. Na música, se for feito com qualidade, o menos é mais. Por isso eu faço questão de manter o mesmo cenário, a luz mais intimista… Isso me aproxima mais das pessoas. E elas têm também uma sensação que o artista está toda terça ali na casa delas cantando para elas. Duplas como Bruno e Marrone, César Menotti e Fabiano e Jorge e Mateus vieram do voz e violão. É algo que acredito muito.

CONCEITO SERTANEJO – Apesar do sucesso de suas lives, você também está na ansiedade para a retomada dos shows após a pandemia?

BELLUCO – A saudade da rotina de camarim e palco existe. A gente não vê a hora de passar isso e a gente voltar a fazer show. Acredito que no final do ano, ou início do ano que vem, as coisas devem começar a retomar. E acho que vai ser bem diferente a minha volta aos palcos por causa dessa popularidade que tenho obtido.

CONCEITO SERTANEJO – Para aproveitar seu bom momento, tem algum plano em mente? Algum DVD?

BELLUCO – Quero gravar sim um DVD nesse formato das lives. Só eu e quatro violões. Mas minha ideia é que seja um DVD só de inéditas. Tenho muita composição minha e moda gravada com outros colegas. Quero que as pessoas que me conheceram interpretando os artistas que adoro também possam conhecer o meu trabalho autoral também.

Relembre a live de Belluco em homenagem a Chrystian e Ralf (sem intervalos):

 




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